Archive for May, 2006

Mulheres artistas dos séculos XX e XXI

Wednesday, May 31st, 2006

Folheando o livro emprestado pela Fernanda, me interessei, em especial, por duas artistas que eu ainda não conhecia: Candida Höfer e Rineke Dijkstra. A primeira, nasceu na Alemanha em 1944 e estudou com Bernd Becher; a segunda, nasceu em 1959 nos Países Baixos.

Candida Höfer

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[Bibliothèque Nationale de France, Paris VI, 1998]

“A diferença documental sistemática de Bernd e Hilla Becher, cujas tipologias enciclopédicas de edifícios industriais pretendem conseguir a máxima objetividade mediante composições homogêneas, as posições da câmera de Höfer (e portanto a composição do espaço da imagem) estão determinadas pela atmosfera do interior específico”.

A artista “segue um princípio estético coerente: fotografa situações existentes sem alterá-las e trabalha unicamente com as condições naturais de luz. Neste sentido, o princípio da série e da repetição se fazem cruciais”.

Em 1972 Höfer produziu uma série chamada Turcos na Alemanha e em 1979, Turcos na Alemanha e Turcos na Turquia. “No princípio, a figura humana estava presente na obra de Höfer. Em uma entrevista dada em 1989, a artista disse que no fim, se sentia como uma intrusa na esfera privada daquelas pessoas e, por esse motivo, deixou de incluir pessoas em suas fotografias”. [texto de Astrid Wege, p. 95]

Rineke Dijkstra

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[Retratos na Praia, 1992]

“Rineke Dijkstra ficou famosa no final dos anos 90 graças a série de Retratos na Praia. Logo surgiu a questão se talvez não estivesse atuando apenas como uma fotógrafa documental. “Enquanto te interessas por algo, entra em jogo a ficção”, afirmou o cineasta francês Jean-Luc Godard para definir a diferença entre documento e arte. O interesse era uma das relações e conexões . Neste contexto, Godard se referia basicamente à relação do indivíduo consigo mesmo e com a objetividade, a dizer, a essência socialmente comunicada. Neste sentido, a ficção vai mais além que o documental. Segundo Godard, “a ficção é, na realidade, a expressão de um documento. O documental seria sua impressão”. Precisamente, essa expressão da relação entre subjetividade e a essência é um elemento recorrente nos retratos de Dijkstra”. [texto de Ramair Stange, p.40]

Sobre Antifachadas de Bob Wolfenson

Wednesday, May 31st, 2006

“Imagens provocativas para nossa imaginação, despertando nossa indignação e, ao mesmo tempo, surpreendendo-nos pela permanente redescoberta de espaços que revitalizam nossa memória”.

(Celita Procopio de Carvalho)

Retratos da beleza incontrolável, por Denio Munia Benfatti

“Assim, não se reivindica a prevalência da cidade antiga, (…), mas a cidade da sedimentação. O novo olhar sobre essas áreas centrais valoriza portanto a cidade real e, por isso mesmo, tem acolhido de forma distinta a fragmentação e o deslocamento produzidos pela justaposição fora de escalas de autopistas urbanas elevadas, centros comerciais, arranha-céus e pequenas edificações. Em comparação com intenções nostálgicas de recuperar uma continuidade impossível de ruas e praças, esse novo foco porta a esse possível mal-estar inicial um signo positivo de utilidade urbana, convertendo o choque urbano em um acontecimento fundamental e não necessariamente negativo. Ao contrário, trata essas situações como uma beleza incontrolável. Riqueza de registros e formas, a beleza da cidade se constrói mediante certa anarquia”.

“Da aversão ideológica estamos passando à atração estética pelas formas renovadas da cidade”.

“O mais amplo pretexto contemporâneo que deverá renovar a idéia de beleza. A beleza, neste caso, e mais uma vez, retoma o sentido baudelairiano, algo que provoca espanto e pode até mesmo chocar o gosto convencional”.

“…realizando a transmutação de algo familiar e por vezes desvalorizado em uma beleza até então desconhecida”.

Antifachada e Encadernação Dourada: campos de silêncio na loucura da imaginação, por Rubens Fernandes Junior

“Antifachada mostra que a paisagem urbana é inacessível para o andante mecanizado e veloz, que não olha, não observa, não concretiza a experiência de relação com o espaço circundante e sua escala grandiosa”.

[Fragmentos dos textos publicados no livro Encadernação Dourada/Antifachadas, de Bob Wolfenson. Os textos encontram-se também disponíveis no site do fotógrafo.]

Disciplina e concentração

Tuesday, May 30th, 2006
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Estrela, estrela

Tuesday, May 30th, 2006

Na semana passada assistimos ao Estrela Solitária. Cada vez admiro mais os filmes que sabem respeitar o tempo e o silêncio. Só isso já bastaria, mas ainda há aquela paisagem linda, aquele cheiro de terra e o vazio infinito entre um corpo e outro.

Ao contrário do que disseram por aí, não consigo imaginar quem possa dormir neste filme, pois nele, há muita ação, sim. E aquele que não consegue perceber isso, não é merecedor de tal momento, até mesmo porque não respeito ninguém que vá ao cinema para outros fins que não assistir ao filme.

Bonecas Russas

Tuesday, May 30th, 2006

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Ontem assistimos ao Bonecas Russas, de graça (obrigada Elvis!), no Aeroguion, com estacionamento kostenlos, muito charme e tranqüilidade. O filme tem sabor experiência de vida, com cobertura de romance. Gostei.

Fotógrafo do dia: Bob Wolfenson

Monday, May 29th, 2006

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[da série Antifachadas]

Sobre a obra de Rochelle Costi

Monday, May 29th, 2006

Rochelle Costi, desde cedo foi uma colecionadora e parte do princípio de que o ato de fotografar é análogo ao ato de colecionar, exigindo um exercício de determinação, principalmente quando esta atividade é exercida em uma grande cidade, onde estamos imersos num caos desgovernado.

A artista parte de um universo mais íntimo para outros universos. Na sua arqueologia desfilam objetos, ambientes, fachadas e auto-retratos. Suas fotografias estão ancoradas em extrema disciplina técnica. No método, a atividade do comentário cotidiano.

São vários os universos propostos por Costi, diversas realidades culturais. Para o filósofo Alfonso Lopez Quintás, a ação recíproca do ato lúdico entre o homem e seu meio ambiente constitui o objeto primordial da arte. Seu mérito está em alinhar imagens tão próximas do nosso imaginário quanto tão distantes da nossa compreensão imediata

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Em 1988 a artista, que nasceu em Caxias do Sul, mudou-se para São Paulo e trabalhou no estúdio do fotógrafo Bob Wolfenson². Trabalhou também na Folha se São Paulo por alguns anos e atribuiu à prática diária da fotografia a possibilidade do contato direto com a identidade de pessoas desconhecidas. Nessa época a artista já estava interessada pelas coisas do cotidiano e pelos espaços íntimos da vida urbana, mas foi a partir daí que começou a colecionar e a identificar tipologias de intimidades.³

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¹. A partir do texto “Os universos de Rochelle Costi”, por Juan Estves, 08/12/2005.

². Bob Wolfenson é um fotógrafo de quem eu gosto muito, mas isso por causa de um único trabalho que eu conheci sem querer, quando ganhei o livro de presente. O trabalho, que pode ser visto no site, se chama Antifachada e só de olhar, me deixa sem fôlego. Aqui em Porto Alegre eu tentei fazer umas fotos do alto de alguns edifícios altos do centro, mas não há coisa igual por aqui. Quando fui a São Paulo, no mês passado, não vi essa face da cidade, o que me decepcionou um pouco, confesso.

³. A partir de texto publicado no Foto em Pauta.

Artista do dia: Rochelle Costi

Sunday, May 28th, 2006

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[da série Quartos, 1998]

Detalhes

Sunday, May 28th, 2006

A proposta de trabalho da Oficina de Fotografia neste mês teve como ponto de partida a exposição Rebuscando, com cianotipias de Adalberto Porto Alegre. Após a observação dos trabalhos expostos na Fotogaleria, saímos com as latas para fotografar detalhes da Casa de Cultura.

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Nada mais aconchegante…

Saturday, May 27th, 2006

… que estar em casa em uma noite de chuva!
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Porém ainda há um vazio ’sonoro’ a ser preenchido.

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[vem] VambOra [.]